Visita à Eco-Escola na Malásia reforça o protagonismo estudantil e a força global da EDS
Coordenadora do Eco-Escolas Brasil conhece experiências inspiradoras na SK Temonyong, referência internacional em educação climática e sustentabilidade escolar
A Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) ultrapassa fronteiras e conecta diferentes culturas por meio de um propósito comum: formar cidadãos comprometidos com o presente e o futuro do planeta. Foi com essa perspectiva que a Coordenadora Nacional do Eco-Escolas Brasil, Aline Tiagor, realizou visita institucional à Eco-Escola SK Temonyong, localizada na ilha de Langkawi, na Malásia.
A agenda contou também com a presença das coordenadoras globais do programa Eco-Schools, iniciativa da Foundation for Environmental Education (FEE), e proporcionou uma imersão nas práticas lideradas pela professora Gurpreet Kaur, conhecida como Teacher G — referência internacional em educação climática.
Logo na chegada, o protagonismo das crianças se destacou. Os estudantes apresentaram, com entusiasmo, as ações permanentes desenvolvidas pela Eco-Escola. Entre os espaços visitados estavam caixas de abelhas sem ferrão, a mini produção agrícola de arroz — valorizando a cultura rural local —, a horta escolar, jardins comestíveis e áreas verdes cultivadas pelos próprios alunos.
Um dos ambientes mais simbólicos é a chamada “caverna”, espaço lúdico que integra o cuidado com as áreas sociais da escola e desperta o interesse dos estudantes pela ciência e pela espeleologia, demonstrando como a aprendizagem pode ser prática, criativa e conectada ao território.
Sob a liderança de Teacher G, a escola tornou-se um verdadeiro laboratório vivo de sustentabilidade. A instituição conquistou a Bandeira Verde do programa Eco-Schools e foi selecionada pela FEE como uma das sete escolas do mundo para produzir um vídeo global sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável, destacando iniciativas como agricultura escolar, compostagem e captação de água da chuva.
Vencedora do Prêmio Internacional para Professores em 2025, a educadora demonstra como a dedicação individual pode gerar impacto coletivo, engajando a comunidade escolar e formando estudantes conscientes e atuantes frente aos desafios climáticos.
A experiência reforça que a EDS é, de fato, uma linguagem universal construída com liderança, participação e ações concretas no cotidiano escolar. O Eco-Escolas Brasil convida educadores de todo o país a se inspirarem nessa trajetória e a participarem do Prêmio Internacional para Professores, valorizando práticas inovadoras e reconhecendo aqueles que transformam a educação em ferramenta de mudança.